A CAPES ao usar
como um de seus critérios o número de alunos que
concluem mestrado ou doutorado nos estimula a passar todos alunos
nos exames de qualificação e entregar para eles
um diploma no prazo previsto.
O mesmo ocorre com o CNPq ao julgar nossa produtividade pelo
número de mestres e doutores que formamos.
Ambos critérios são extremamente importantes,
mas do jeito que os estamos usando estimulam a situação
que vemos: muita gente acaba tendo seu trabalho feito pelos
outros para que concluam seu curso, não manchem o conceito
de nosso curso de pós graduação e engordem
a nossa lista de mestres e doutores para ganharmos mais uns
dans em nossas faixas.
A longo prazo todos sabemos que é melhor ser conhecido
como a pessoa (ou o curso) que orientou A B e C do que alguém
que orientou um monte de gente que "não deu certo".
E notem não estou dizendo que tem muita gente incapaz
por aí, estou dizendo que do jeito que a coisa está
não estamos dando o estímulo / exigindo que muita
gente dê o melhor de si.
Antonio Kanaan
Departamento de Fisica - UFSC